Desde que sentamos em um banco de Universidade pela primeira vez, somos encorajados a pensar. Pensar o passado, pensar o presente, pensar o futuro. Porém, ao escrever, não somos mais capazes de pensar sozinhos, somos apenas decodificadores de pensares alheios.
Quando se produz um artigo, o professor assinala uma afirmação e questiona: mas quem falou isso? Se a resposta for eu você está em maus-lençóis. Mas você não pode afirmar isso, tem que citar o autor, você leu isso em algum lugar, você não nasceu sabendo isso, sempre alguém pensou antes. Sempre alguém pensou antes, é verdade. Então, sorte que existe a bibliografia, é só escolhermos os autores (mas tem que escolher os autores certos, aqueles que todo mundo já leu, se não for clássico não serve) usar muitas áspas e parênteses, abusar do itálico e vamos lá. Um artigo elogiado! Idéias originais, afirmações sem que seja uma citação - direta ou indireta - somente os consagrados. Nós, não!
O pensar, na academia, é aceito desde que em cima do que os tradicionais pensaram antes de você. Ou um pensar meramente interpretativo e dependente, se possível, alinhado com a maneira de pensar e de acordo com os autores que seu professor goste. Senão, perda de tempo e nota baixa.
Nem sempre temos opiniões formadas a respeito de algo somente com os livros e xerox que lemos quando estamos na Universidade. Nossa vivência, conceitos e até valores podem remontar a um passado mais remoto, portanto, não facilmente identificáveis em bibliografias.
Um pensamento mais livre, menos regrado, talvez desse um ar novo ao ofício do historiador, sem contar que provavelmente produziríamos com uma riqueza crítica mais acentuada, e os textos seriam mais pensados. O pensamento flui mais e melhor quando solto, livre, e não regrado, biônico.
E esta é a proposta para este blog. Uma cadeia de idéias, pensadas pelo autor, sem o peso das citações, da erudição, apenas um exercício de pensar a história sem amarras, sem preconceitos, sem bibliografia engessada ou respeitável. Citaremos, sim, e quando for necessário, mas sem pretensões academicistas.
Críticas, bem-vindas. Debates, sempre. Leitura atenta, essencial. No mais, agradeço a boa vontade de ler e as (possíveis) colaborações.
Um abraço.
Quando se produz um artigo, o professor assinala uma afirmação e questiona: mas quem falou isso? Se a resposta for eu você está em maus-lençóis. Mas você não pode afirmar isso, tem que citar o autor, você leu isso em algum lugar, você não nasceu sabendo isso, sempre alguém pensou antes. Sempre alguém pensou antes, é verdade. Então, sorte que existe a bibliografia, é só escolhermos os autores (mas tem que escolher os autores certos, aqueles que todo mundo já leu, se não for clássico não serve) usar muitas áspas e parênteses, abusar do itálico e vamos lá. Um artigo elogiado! Idéias originais, afirmações sem que seja uma citação - direta ou indireta - somente os consagrados. Nós, não!
O pensar, na academia, é aceito desde que em cima do que os tradicionais pensaram antes de você. Ou um pensar meramente interpretativo e dependente, se possível, alinhado com a maneira de pensar e de acordo com os autores que seu professor goste. Senão, perda de tempo e nota baixa.
Nem sempre temos opiniões formadas a respeito de algo somente com os livros e xerox que lemos quando estamos na Universidade. Nossa vivência, conceitos e até valores podem remontar a um passado mais remoto, portanto, não facilmente identificáveis em bibliografias.
Um pensamento mais livre, menos regrado, talvez desse um ar novo ao ofício do historiador, sem contar que provavelmente produziríamos com uma riqueza crítica mais acentuada, e os textos seriam mais pensados. O pensamento flui mais e melhor quando solto, livre, e não regrado, biônico.
E esta é a proposta para este blog. Uma cadeia de idéias, pensadas pelo autor, sem o peso das citações, da erudição, apenas um exercício de pensar a história sem amarras, sem preconceitos, sem bibliografia engessada ou respeitável. Citaremos, sim, e quando for necessário, mas sem pretensões academicistas.
Críticas, bem-vindas. Debates, sempre. Leitura atenta, essencial. No mais, agradeço a boa vontade de ler e as (possíveis) colaborações.
Um abraço.
Um comentário:
como que nao criaremos o novo, o inédito? como o imaginario radical vai ficar retido em bibliografias? como pensaremos no papel pensamentos que nao condizem com a nossa realidade? viva ao obvio, vivo o Segundo tal e tal, viva a corroborar, viva a refutar o certo por outros e nao por mim... ah COMO ISSO ME IRRITAAAA
Postar um comentário